Bispo católico lidera nove governadores e delegados do Sudão do Sul na Conferência de Paz

Padre Dom Bosco Onyalla · 5 de dezembro de 2017 · 18 min lido

Bispo católico lidera nove governadores e delegados do Sudão do Sul na Conferência de Paz

CANAA || Pelo Padre Dom Bosco Onyella, Nairobi || 04 de dezembro de 2017

peace conference of south sudan governorsDom Barani Eduardo Hiiboro Kussala, da diocese católica de Tombura-Yambio, na semana passada, liderou governadores de nove condados em uma conferência de paz durante a qual o Condado e os líderes religiosos escutaram uns aos outros para explorar "possibilidades de promover maior paz e prosperidade para a atual e futura geração" no Sudão do Sul.

Convocada sob o tema "Paz de dentro e de fora das fronteiras", a Conferência de Intervenção Estratégica para a Paz dos Governadores Interestaduais reuniu representantes do governo nacional e municipal.

"Esta conferência reúne esses Nove Governadores, Nove Presidentes da Rt. Hon, Nove Ministros dos governos locais, e esses líderes para se empenhar em um diálogo pela paz – e explorar como promover a paz neste país", Dom Barani falou aos participantes da Conferência em uma mensagem que ele compartilhou com a CANAA.

Os nove Estados do Sudão do Sul na reunião incluíam Yei River, Amadi, West Lakes, Gok, Wau, Tonji, Meridi, Tombura e Gbudue.

"A minha tarefa é abrir as portas da reflexão para os próximos dois dias com a mensagem: Meu querido povo sudanês do Sul: a paz é o caminho, a paz é o único caminho. Vamos nos curar uns aos outros, não ferir uns aos outros", disse o Bispo Barani, que também é Presidente da Conferência dos Bispos Católicos no Sudão e no Sudão do Sul, aos delegados na conferência de paz.

Abaixo está o texto completo do discurso do Bispo Barani

CONFERÊNCIA ESTRATÉGICA DE INTERVENÇÃO DOS GOVERNOS INTERSTADOS PARA A PAZ – ENDEREÇO DE BISHOP EDUARDO HIIBORO KUSSALA

TEMA: PAZ ENTRE AS FRONTEIRAS

27-30 de novembro de 2017

Paz, Shalom, Salamu, Zereda, Dor,

Querida. Tor Mawein Deng, o delegado presidencial desta conferência,

D. Jemma Nun Kumba, Ministra e Secretária interina do Partido SPLM

Querida. Embaixador Agustino, Vice-Presidente da Comissão Conjunta de Acompanhamento e Avaliação

H.E. David S, Representante Especial do Secretário-Geral (SRSG)

Honoráveis Governadores,

Presidentes da Assembleia Legislativa,

Querida. Ministros,

Forças Organizadas,

Líderes Religiosos, Senhoras e Senhores,

Sinto-me muito honrado por estar entre os amantes da paz, por fazer parte desta peregrinação sagrada (peregrinação) destes nove estados designados do Sudão do Sul em direcção à Santa Montanha da Paz. Este é um grande momento para a história dos Estados do Rio Yei, Amadi, Lagos Ocidentais, Gok, Wau, Tonji, Meridi, Tombura e Gbudue. Estes grandes Estados têm procurado este momento: todos nós, vindos de diversas origens, várias religiões poderiam unir-se para escutar uns aos outros, para explorar as possibilidades de promover uma maior paz e prosperidade à geração presente e futura. Esta iniciativa está atrasada, mas este é um momento oportuno.

O pano de fundo desta Conferência Interestadual de Intervenção Estratégica para a Paz são todos nós os Nove Estados individuais. É por isso que o tema desta conferência foi cuidadosamente escolhido: "Paz de dentro e de fora das fronteiras". O Conselho Inter-Religioso para as Iniciativas de Paz nos últimos três anos estabeleceu seus programas de planejamento estratégico de três anos que incluem diferentes níveis de diálogos, consultas e redes envolvendo forma neutra e defesa ativa dentro e em todo o quadro.

Nesta conferência como Governadores, tenho o prazer de informar que durante os próximos três dias construímos juntos amizade, áreas de colaboração mútua e compromissos. Não viemos contar as feridas do passado; viemos contar as bênçãos da paz. Viemos não recordar os pesadelos das eras passadas, mas buscar a promessa de paz para nós e para as gerações futuras. Nunca somos definidos pelo nosso passado, mas o nosso presente, por mais difícil que seja o passado, podes sempre recomeçar. Queremos esquecer as feridas do passado e avançar rumo à paz.

A minha experiência de quase 15 anos de trabalho pela paz, aprendi muito do que é a paz; é por isso que desejo partilhar convosco aqui. Como todos sabemos, enquanto a Pacificação é uma atividade cotidiana – como você acolhe novas pessoas na aldeia, comunidade, escola, como você lida com conflitos entre seus amigos, e as decisões diárias que você toma sobre como reagir às frustrações e decepções – é também aplicar esses compromissos para lidar com problemas maiores que você vê em sua nação. Acredito firmemente que não é suficiente colocar a paz em primeiro lugar em sua vida diária; ser pacificador significa trabalhar com outros para colocar essas ideias em direção a desafios maiores. Estas são chamadas de jornadas de pacificação.

Uma jornada de pacificação é quando você se junta a outros para resolver uma injustiça em sua área usando compaixão e coragem. Na verdade, o que faz uma jornada de pacificação uma jornada de pacificação não é o tamanho ou a escala do problema que você enfrenta, mas como você aplica os compromissos de pacificação em seu trabalho. Como se defende aquilo em que acredita? Como você pode entender as perspectivas das pessoas diferentes? Como você trabalha com outros, inclusive com pessoas que discordam de você? Diferente de outros programas de serviço ou trabalho voluntário, uma jornada Pacificadora é tanto sobre quem você é quanto sobre o que você faz.

Honrados líderes e irmãos e irmãs, enquanto sua jornada de pacificação é uma jornada contínua, a jornada de pacificação tem um começo e um fim, oferecendo uma chance de refletir sobre o que você fez e o que você pode querer fazer a seguir. A pacificação é, afinal, uma viagem, não um destino. E a vossa jornada de paz deve ser vista da mesma forma. E todas as viagens começam com esse primeiro passo de compromisso. Foi por isso que a Inter-Fé o convidou para vir a Yambio!

Neste sagrado caminho, queridos irmãos e irmãs, viemos celebrar a nossa unidade na diversidade. Viemos aqui para refutar alguns dos cínicos modernos que acusam as religiões como causa do conflito. Estamos aqui para afirmar que a paz é possível! Os nove estados estão ligados natural, nacional, social e espiritualmente.

Na história registrada dos seres humanos nos últimos 2000 anos, nunca houve paz total no mundo. À medida que nos reunimos hoje, milhões são afectados pela guerra no nosso continente africano, no Médio Oriente. A nossa luta como seres humanos é viver em paz. Mas o conflito continua. Irmão contra irmão. O sangue de Abel morto por seu próprio irmão Caim nas páginas iniciais da Bíblia é verdadeiro em muitas partes do mundo. O homem parecia ter evoluído com o ódio como sua natureza primordial. Poder, dinheiro e controle contribuem para o sangramento das nações. A guerra matou mais de 130 milhões no século XX. Não sabemos quantos são mortos ou quantos serão mortos nos jogos de poder das nações.

Grandes religiões abordavam este problema. O grande do Senhor Jesus para compaixão e misericórdia é uma grande contribuição para trazer a paz. Jesus Cristo e o profeta Mohamed ensina compaixão não só pelos seres vivos, mas também por coisas vivas como árvores.

Esta conferência reúne esses Nove Governadores, Nove Presidentes de Estado, Nove Ministros de governos locais e esses líderes para dialogar pela paz – e explorar como promover a paz neste país, como o governo e o Conselho Inter-Fé podem ajudar outras partes interessadas a se entenderem. Não estamos aqui reunidos como políticos; não estamos reunidos como grupos armados estatais ou não estatais. Somos nacionais, buscando o bem de todos.

A minha tarefa é abrir as portas da reflexão para os próximos dois dias com a mensagem: Meu querido povo sudanês do Sul: a paz é o caminho, a paz é o único caminho. Vamos curar-nos uns aos outros, não ferir-nos uns aos outros. Com o nosso tema: "Paz dentro e em todo o lado" Estou certo de que outros oradores irão fortalecer nossa busca pela paz através de suas percepções para a paz em suas religiões e em suas configurações sociopolíticas. Todos terão a oportunidade de partilhar as suas opiniões.

Venho da tradição católica cristã. A paz para nós nasce da justiça e amadurece no amor. O Papa Bento garantiu que "o amor – caritas – sempre provará necessidade, mesmo na sociedade mais justa... Além da justiça que o homem precisa, e sempre precisará, o amor." Construir a paz, promover a paz faz parte das nossas tradições de fé. O nascimento de Cristo foi anunciado com "paz a todos os homens" e quando Jesus ressuscitou dos mortos ele tinha apenas uma mensagem forte para seus seguidores: Paz! Bem-aventurados os pacificadores, disse Jesus. Com o grande Francisco de Assis, todos os cristãos do Sudão do Sul rezam hoje: "Fazei de mim um instrumento de paz – Onde há ódio deixe-me trazer amor" Mahatma Gandhi, o grande apóstolo da Não Violência, tirou sua inspiração do sermão de Cristo sobre o Monte. Como cristãos, buscamos a paz nesta terra. Convido-vos a rezar com Francisco de Assis: «Fazei de mim um instrumento de paz! Onde há ódio deixe-me trazer o Amor".

‎1.‎        O passado é um passado ferido, mas as religiões podem curar uma nação para um futuro de esperança.

A nossa terra é uma terra abençoada. É muito rico acima do solo e abaixo do solo. Deus e a natureza nos deram o suficiente para tornar todos nós ricos e prósperos. Somos a inveja de muitas nações pela grande beleza e pelos vastos recursos naturais. Mais do que qualquer coisa esta nação é abençoada com uma gloriosa tradição espiritual e um povo conhecido em todo o mundo por sua graça e hospitalidade.

Apesar de todas estas bênçãos temos uma história ferida: A dura liberdade lutada, conquistada através de grandes sacrifícios, teve um começo chocante. Os fundadores desta nação foram mortos pelo ódio. Os conflitos que começaram há sessenta anos continuam a perturbar partes ou todo o Sudão do Sul. A lista de compras da morte é deprimente. Em todas as partes deste país, o ódio enterrou a nossa juventude em túmulos desconhecidos. Milhares são refugiados, milhares são deslocados internamente. Os nossos conflitos e a guerra transformaram o que já foi um país rico num dos mais pobres da região. Enviamos milhares de jovens para formas modernas de escravidão. A ameaça da droga está a tornar-se num genocídio silencioso. Devemos continuar a ferir - nos uns aos outros através do ódio? Como povo, podemos curar-nos uns aos outros? Podemos impressionar os que vendem discurso de ódio para se tornarem embaixadores da paz? As religiões podem ajudar a ver cada um de nós não como cristãos, muçulmanos, mas irmãos e irmãs desta grande nação? Pode esta nação prover paz e esperança a todos?

Estou aqui para lhe pedir que rejeite a noção de que somos dominados por forças que não podemos controlar. Os nossos problemas são feitos pelo homem. Portanto, eles podem ser resolvidos pelo homem. E o homem pode ser o maior que quiser.

Nesta conferência, a minha principal mensagem, queridas e estimadas Participantes de hoje, será rejeitar o pessimismo e o cinismo; saiba que o progresso é possível, que os nossos problemas podem ser resolvidos. O progresso exige o caminho mais difícil para derrubar barreiras, construir pontes e defender os valores de tolerância e diversidade que as nossas nações trabalharam e sacrificaram para garantir e defender. O progresso não é inevitável, e requer luta, perseverança, disciplina e fé.

Mas este é um momento desafiador para fazer isso. Porque há tanta incerteza no mundo agora, porque as coisas estão mudando tão rápido, há uma tentação de forjar identidades, identidades tribais que lhe dão uma sensação de certeza, um amortecedor contra a mudança. E isso é algo que nossos jovens — Temos de lutar contra isso. E lutar contra essa mentalidade e esse impulso requer que comecemos muito jovens, com os nossos filhos.

A nossa aproximação é uma tentativa de democratização da paz neste país. A paz pode começar de cada um dos nossos Estados até ao resto do Sudão do Sul! Eu não acho que as pessoas para as pessoas há grande ódio. Isto foi provado durante a luta de mais de 45 anos de guerras civis. Queremos envolver pessoas comuns; queremos levar a voz do nosso povo para as conferências de paz. Congratulamo-nos com isso. Esta aproximação é para impressionar aqueles que estão no poder, aqueles que tomam decisões que as religiões e os nossos valores familiares neste país desejam paz e desejam trabalhar com o Estado e atores não estatais para trazer paz duradoura. Que a voz do povo seja ouvida em todas as conferências de paz.

Quero falar sobre algumas das pedras de tropeço na nossa peregrinação pela paz: Foi John F Kennedy que disse uma vez "Aqueles que não aprendem com os erros da história são condenados a repeti-lo". Este país tem estado à espera da paz nos últimos sessenta anos. É imperativo aceitar e remover alguns dos grandes bloqueios rodoviários em paz:

2. Grandes obstáculos para a paz:

a) Abuso da cultura pelo ódio: Nenhuma cultura é violenta, deve pregar paz e harmonia. Mas há ocasiões em que a cultura pode ser abusada por elementos inescrupulosos para incitar o ódio entre as pessoas. Todos nós aqui reunidos precisamos resistir ao discurso de ódio contra qualquer comunidade.

b) Negação da dignidade da diversidade: as nações que celebravam a diversidade como força prosperaram. Os EUA, a Europa e muitos países do mundo reconhecem a dignidade da diversidade. A unidade na diversidade é a força da nação. A preferência percebida por uma só cultura, tribo e religião certamente trará descontentamento e reação violenta. Somos mais de 30 tribos principais e 35 sub tribos. Que nação colorida e não devemos celebrar nossas cores vibrantes?

c) Resposta armada – violência – guerra: Nos últimos sessenta anos, todas as partes interessadas no conflito escolheram a resposta armada como um método dominante. Embora muitos grupos tenham escolhido um caminho de cessar-fogo, alguns grupos continuam a nutrir dúvidas no processo de paz. Maior violência não levou a nenhuma resolução, mas maior agonia e deslocamento para os pobres.

d) Negatividade na maioria das pessoas que têm problemas com o governo especialmente aqueles demitidos na diáspora! Mau uso de mídias sociais especialmente postar funcionários abusivos irresponsáveis sem respeito à nação e a si mesmo!

3. Papel da Religião – o que as religiões podem fazer neste país pela paz

v Religiões – seus esforços humanizantes – fraternidade da humanidade: "Um olho por um olho cega o mundo inteiro", disse Gandhi. O ódio é um instinto animal à espera de se inflamar na natureza humana. Líderes de visão curta têm manipulado religiões para provocar ódio. Existem religiões para humanizar homens e mulheres, não para ensinar vingança.

v Parece que há desacordo e tensão em toda parte. Na maioria dos dias, sinto-me cercado de conflitos que emergem globalmente, nacionalmente, localmente, profissionalmente e pessoalmente. Conflito não é algo que existe fora de nós. Fundamental para nossa existência, estamos embutidos em vidas de desacordo e tensão. Está na natureza do eu e da sociedade. Podemos ter o ideal utópico de que a guerra e a fome devem chegar ao fim, mas nunca podemos esperar o fim do conflito, pois isso significaria o fim da condição humana. Frequentemente procuro perspicácia espiritual sobre a natureza do conflito que é tão endêmica no eu e na sociedade.

v The whole world is full of controversy, between countries, towns, neighbors, and even within a household, between husband and wife, or with servants and children. No one pays attention to the ultimate fact that each and every day we come closer to death. Know that all these controversies are one: the conflict between a man and his wife is the same conflict as that which exists between kings and nations. For each one in the household represents a particular nation; their challenges to one another are like the wars between the nations… even one who has no desire to quarrel, but prefers to dwell in peace, is drawn into controversies and battles. Just as one sometimes finds among the kings and nations a country that wants to live in peace, and is forced to enter the war on one side or another (despite its willingness to be a subject nation), so it is with household ‘wars’.

v “Peace within and across the Boarder” this is the theme of this great Inter-state Governors’ Strategic Intervention Conference for Peace. So by embracing the conflicts inside and outside of us we can be a part of the transformation of self as well as world. We can, and must, pursue conflict and peace, one of the holiest endeavors within the human experience. I believe that the most sustainable and meaningful peace is one that arises from disagreement and conflict. Ultimately, it requires deep toiling and wrestling to find a spiritual and global peace, a peace that transcends borders and intertwines souls.

v All religions preach inner and external Peace, Islam, and Christian: For Christians, Christ’s word are clear: blessed are the peace makers. ‎Peace making is the work of every believer. Islam beautifully instructs its follower: If ‎someone does something that hurts you make a promise to yourself and Allah that you ‎will never do the same hurt to anyone else.

Road Map from this Conference: ‎

Since this is the first conference, we want to acknowledge that this is a long journey and we ‎are here as governors and all the invited guests to draw the road map for that long journey. Next two days we shall be listening to ‎various speakers and all of us will have a chance to discuss issues in the groups. Since it is ‎inter-states and religious initiative for peace, we shall listen to various leaders from the nine States perspectives on peace in South Sudan much more in the region of Greater Bahr El Ghazale and Greater Equatoria. There are other stakeholders and we will be glad to listen to their view points. ‎

I see the following tasks ‎as preempted suggestions which could lead us to mutual resolutions of this inter-states Governors’ Strategic Intervention Conference for Peace:

1. ‎ Conference will identify role of states in peace making: I do hope clarity emerges on this after two days.‎ For me it is essential to link youth with the process of nation building. The future of our country depends on the capacities, moral values and compassion of the younger generation. Special attention needs to be paid to higher education and skill development at the level of States. But when we speak to young people, we need consistently to implore them to reject those calls to pull back.

2. Open common boarder Market, joint economic project or programs, social activities for young people, Inter-boarder peace mobilizers, community boarder policing, mutual initiatives, these and others will boost peace in our States, etc.

3. I believe this Interstate Governors’ conference is a ‎starting point for a long journey. This journey is not to end with this conference. It is ‎understood all of us will go back to work out local initiatives for peace, bringing all people on board but close collaborations.

4. Combined statement on Peace in the land: I do hope this conference will end with a ‎document – not for document sake but a road map for further action once we return to our ‎places.

5. How can sustainable development contribute to peace-building? FOR EXAMPLE: Development interventions can… Mitigate conflict drivers (e.g., social division, economic marginalization, lawlessness, spillover, poor or inequitable service or natural resource access) Improve local perceptions of security (e.g., through livelihoods development, reduction of environmental uncertainties, governance building, security and judicial sector reform) Yield tangible “peace dividends” that helps build a constructive social contract between stakeholders (e.g., development outcomes such as poverty reduction, public service delivery)

6. Again all over our states, how can peace-building contribute to development? e.g. Peace-building (at any stage in a conflict) can surelyimprove inclusion of conflict parties in decisions and policymaking! Readjust public perspectives toward long-term issues rather than short-term coping mechanisms! Building confidence among all stakeholders, from civil society to government to donors, religious leadership, and international organizations.

7. Mitigating our persisting Conflict through Sustainable Development and Peace-building must add an improved inclusion: e.g., by incorporating remote and neglected locations into development programming, re-integrating former rebel or armed groups especially those who have signed agreement with the government! Readjust public perspectives: e.g., by educating stakeholders on the risks of over-usage having long-term impacts! Build confidence: e.g., by supporting user collaboration! More devotedly concentrate on mitigate conflict drivers: e.g., by improving equitable support access! Also improve local perceptions of security: e.g., by developing and strengthening governance systems! Make every effort to yield tangible “peace dividends”: e.g., by upgrading livelihoods, education and public health.

8. It must be kept in mind that the dynamics between sustainable development and peace-building is cyclical – Let me warn you, these are not mutually exclusive activities, but rather they are constantly interacting. For the most effective national sustainable development plans we just need to capture some of the numerous opportunities to support conflict transformation.

9. Finally, working towards removing the road blocks for peace: Nelson Mandela, Mahatma Gandhi and ‎other great leaders were not afraid of addressing the root causes of conflict. That wisdom ‎is urgently needed in this country.

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