O Cardeal Ambongo apelou a um diálogo incluído para reprimir a paz na República Democrática do Congo
O cardeal Fridolin Ambongo Besungu, arqui-arqueado de Kinshasa e presidente do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM), apela a um diálogo político inclusivo, como se fosse indispensável à paz na República Democrática do Congo (RDC), alertando que a força militar, à elle seule, ne saurait resolveu o conflito que destruiu o país.
Exprimido durante o encontro internacional pela paz organizado pela Comuna de Sant’Egidio à Assise, em Itália, de 25 a 27 de Outubro, o Cardeal Fridolin Ambongo Besungu abordou a questão colocada pelo fórum: «Que tipo de paix à l’ère de la force? ». Este evento assinalou o 40º aniversário do convite lançado em 1986 pelo Papa São João Paulo II aos representantes das diferentes religiões,reunidos em Assise a Assis para rezar pela paz.

Cardinal Fridolin Ambongo Besungu, addressing the forum on the question “What Kind of Peace in an Age of Force?”/Sant’Egidio
"Sem diálogo, não haverá paz"
Ao recorrer à experiência de uma Igreja nos últimos anos de conflito, o Cardeal Ambongo questionou o recurso ao croissant à força militar e o croyance selon laquelle prepara a guerra para garantir a paz. A alma é que os conflitos humanos podem ser desproporcionais às populações pobres e vulneráveis.
“Sem diálogo, não haverá paz”, declarou, insistindo que a resolução do conflito na RDC exige um processo político inclusivo, e não apenas soluções militares.
“A dialogue that excludes those with whom one is at war is not a dialogue: it is a monologue,” he said, urging political leaders to engage even those regarded as enemies. For the Congolese Cardinal, genuine peace emerges when adversaries are willing to recognise one another as brothers and sisters.
A paix começa pelo desarmamento dos corações
O cardeal Ambongo disse ainda que o diálogo não é um sinal de fraqueza, mas uma expressão de uma força interior. Lembro-me do exemplo de Moçambique, onde um acordo de paix foi assinado em Roma em 1992, após os anos de conflito e de negociações, ele revelou a possibilidade de transformar antigos inimigos em parceiros de paix.
Ele pediu ainda uma paz "desarmada e desarmada", começando com a rejeição do ódio étnico, a linguagem desumanizante e a manipulação da religião para justificar a violência.
“Using the name of God to justify violence is blasphemy,” he warned, urging believers to demonstrate their commitment to peace through their lives and actions.

Participants of the forum on “What Kind of Peace in an Age of Force?”/Sant’Egidio
Um apelo para irmos além das meras declarações
O Cardeal fez três apelos: aos dirigentes políticos da RDC e da região dos Grandes Lagos, para que retomem o diálogo sem exclusões ou pré-condições inaceitáveis; à comunidade internacional, para que esta vá além das declarações e aborde o comércio que financia os conflitos armados; e aos fiéis de todas as religiões, para que se tornem pacificadores através das suas palavras, nas suas comunidades e nas suas escolhas.
Concluding his address, Cardinal Ambongo underscored the contrast between military victory and reconciliation: “The force of arms produces victors and vanquished, widows and orphans. The force of dialogue produces brothers.” His message reaffirmed the responsibility of the Church and religious communities to promote fraternity, reconciliation and a lasting peace rooted in human dignity.
Gabinete de Comunicações do SCEAM


