Encontro da SECAM em Madagascar
Bispos africanos e alemães pedem uma ordem global mais justa, especialmente para garantir que o comércio internacional ofereça as mesmas oportunidades a todos os países e povos.
Este convite foi feito quando representantes da Conferência Episcopal Alemã e do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagascar (SECAM) se reuniram em Antananarivo, Madagascar, de 22 a 27 de maio de 2018, para o oitavo encontro dos bispos germano-africanos sobre o tema, Desenvolvimento Humano Integral.
Encontros entre bispos alemães e africanos se tornaram uma tradição desde 1982. Eles se reúnem uma vez a cada quatro (4) a cinco (5) anos para discutir questões mutuamente acordadas como parte de um esforço para promover a solidariedade pastoral entre a Alemanha e o continente africano, e também para discutir questões relevantes para promover o crescimento da igreja nas duas Conferências. Os encontros contribuíram para o aprofundamento e intensificação da relação entre as Igrejas locais na África e a Igreja na Alemanha.
A delegação alemã foi liderada por Sua Eminência Reinhard Cardeal Marx, Arcebispo de Munique. A delegação SECAM, por outro lado, foi liderada pelo Presidente da SECAM, o Rev. Gabriel Mbilingi, Arcebispo de Lubango (Angola).
Enquanto em Madagascar, a delegação reuniu-se com o Presidente da República de Madagascar, Sua Excelência Hery RAJAONARIMAMPIANINA, na Presidência, para o informar da reunião e partilhar ideias relativas ao tema e ao seu país.
Em uma mensagem conjunta no final do encontro, os bispos reafirmaram seu compromisso de garantir que sua "missão de evangelização e trabalho estejam inseparavelmente ligados às exigências do desenvolvimento humano integral".
Posteriormente, acrescentaram que "a evangelização deve levar todos a compreender e desenvolver suas vidas e relações com Deus, com seus semelhantes mulheres e homens, e com a criação".
Os Bispos disseram ainda: "Os objetivos do desenvolvimento humano integral devem ressoar em todos os aspectos da vida eclesial – em questões litúrgicas, no nosso catecismo, educação, bem-estar e trabalho social. Nas nossas universidades, faculdades de teologia e filosofia, seminários e escolas católicas, é preciso promover o ensino da Doutrina Social Católica, a fim de permitir aos sacerdotes, religiosos e leigos promover o desenvolvimento humano integral de todas as pessoas, sempre e em toda parte".




