RDC: SECAM insta as mulheres e os jovens a serem agentes de mudança e educação ambiental
Um workshop sobre o envolvimento de mulheres e jovens em campanhas ambientais baseadas na fé para a preservação da Bacia do Congo está ocorrendo de 18 a 19 de maio de 2026, no Centro de Recepção Caritas em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDC). Os participantes são instados a serem agentes de mudança diante da crise ecológica.
Organizado pelo Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagascar (SECAM), em colaboração com a Conferência Episcopal Nacional do Congo (CEnco), este encontro reúne cerca de quarenta participantes de Kinshasa, Boma, Kisantu e outras províncias da RDC. Também estiveram presentes representantes do CENCO (Conferência Episcopal Nacional do Congo), dioceses, congregações religiosas, Comissões de Justiça e Paz, movimentos eclesiais, universidades e vários especialistas em governança ambiental e ambiental.
Participa também uma delegação da Secretaria da SECAM com sede em Accra, Gana, chefiada pelo Primeiro Secretário-Geral Adjunto, Rev. Pe. Zéphirin Moubé, acompanhada pela Senhora Mavis Anima Bonsu, contabilista da Secretaria da SECAM, e pelo Rev. Pe. Louison Emerick Bissila Mbila, C.S.S.S., Diretor de Ligação da SECAM à União Africana (UA) e Capelão Católico à UA, em Addis Ababa.
Na abertura da oficina, Pe. Zéphirin Moubé ressaltou que este encontro vem em um momento crítico para a África e para toda a humanidade, pois a Bacia do Congo está enfrentando pressões crescentes relacionadas às mudanças climáticas, ao desmatamento e à exploração ilegal dos recursos naturais. Ele afirmou que a Igreja não pode permanecer em silêncio diante desta crise ecológica e reiterou que a salvaguarda da criação é uma responsabilidade espiritual e moral, de acordo com o apelo do Papa Francisco na encíclica Laudato Si’.
A necessidade de conversão ecológica
Este workshop visa reforçar as capacidades das mulheres e dos jovens, promover abordagens ambientais baseadas na fé e desenvolver planos de ação comunitários para a proteção da Bacia do Congo. Pe. Moube destacou a necessidade de uma conversão ecológica enraizada na fé, solidariedade e responsabilidade coletiva.
O Secretário-Geral do CENCO, Monsenhor Donatien Nshole, indicou que as florestas da Bacia do Congo constituem um património mundial essencial, servindo como pulmão ecológico do planeta, reservatório de biodiversidade e fonte de subsistência para milhões de pessoas. Salientou o papel fundamental das mulheres e dos jovens na gestão sustentável das florestas. Segundo ele, as mulheres, as principais usuárias de recursos florestais, possuem uma parcela significativa das soluções para os desafios ambientais. Quanto aos jovens, representam a força transformadora, a inovação e o compromisso essenciais para enfrentar a actual crise climática.
No início da cerimônia de abertura, Madame Jeanne-Marie Abanda da Comissão Episcopal de Recursos Naturais (CERN) destacou os desafios enfrentados pela África, como a pobreza, apesar dos imensos recursos naturais do continente, e exortou os participantes a serem agentes de mudança.
Gabinete de Comunicações SECAM


