ÁFRICA PREPARADA PARA A SEGUNDA SESSÃO DO SINOD
Os delegados da África e das suas ilhas para a Segunda Sessão do Sínodo sobre a sinodalidade passaram por várias etapas de preparação e estão prontos para participar na sessão final deste Sínodo em curso, que terá lugar em Roma (30 de setembro – 27 de outubro de 2024).
Oficinas, conferências, reflexões sobre a sinodalidade, em todo o continente e suas ilhas, fazem parte do grande número de passos que preparam os delegados da África e das Ilhas. Cardeais, Bispos, sacerdotes, religiosos, leigos católicos, mas também irmãos e irmãs de outras religiões, reunidos em muitos lugares e em muitos tipos de sessões para refletir sobre como o processo sinodal pode renovar a Igreja em sua vida e missão e, consequentemente, apontar o caminho para um mundo melhor, um mundo de paz e fraternidade.
Durante as oficinas, especialmente, o Seminário organizado em abril de 2024 pela Secretaria da SECAM e seus parceiros, em Nairobi, os delegados sinodais compartilharam suas experiências desde o lançamento do processo sinodal em outubro de 2021 até a primeira Assembleia realizada em outubro de 2023. E depois, refletiram sobre as questões norteadoras propostas pela Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos no documento "Para outubro de 2024", em preparação para a próxima Assembleia de outubro de 2024. Durante as discussões e reflexões sobre "Como podemos nos tornar uma Igreja sinodal em missão?", houve consenso entre os delegados de que a África deveria explorar mais a experiência das Pequenas Comunidades Cristãs (CCS) e os ensinamentos ricos do princípio filosófico de Ubuntu, a fim de melhor compreender e viver a sinodalidade.
Ao mesmo tempo, a África deve compartilhar com o mundo como as sementes da sinodalidade presentes nestas duas experiências (SCCs & Ubuntu) fizeram com que a Igreja na África crescesse como verdadeira família de Deus, onde as formas de massa e anonimato são superadas por laços de fraternidade, interconexão e apoio mútuo; onde a missão não só é feita com palavras, mas sobretudo com pequenos gestos de atenção, afeto, visitas, partilha e comunhão de sentimentos em diferentes circunstâncias.
As conclusões desta oficina e as reflexões teológicas sobre a questão "Como podemos ser uma Igreja sinodal em missão?", do ponto de vista africano, são algumas das contribuições que foram compiladas e enviadas à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos.
Padre Rafael Simbine Junior


