SCEAM : O FINANCIAMENTO PARA A CONSERVAÇO DA BIODIVERSIDADE DEVE RESPEITAR OS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS
COMUNICADO DE IMPRENSA
A UNIÃO EUROPEA E A UNIÃO AFRICANA DEVEM GARANTIR QUE O FINANCIAMENTO PARA A CONSERVAÇO DA BIODIVERSIDADE RESPEITA OS DIREITOS DOS POVOS INDÍGENAS
A Comissão de Justiça, Paz e Desenvolvimento do Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM-JPDC) insta a União Europeia (UE) e a União Africana (UA) a tomarem medidas proativas para garant que os fundos de conservação da biodiversidade da UE não conduzam à alienação em massa de terras e ameacem os meios de subsistência e a estabilidade das comunidades indígenas e locais no continente. Esta chamada foi feita num comunicado de imprensa emissionido pelo SCEAM-JPDC a 17 de Setembro de 2024, a partir de Acra, Gana.
Como um dos parceiros que lançou pela primeira vez o documento político sobre "Protéger os Direitos Humanos dos Povos Indígenas e das Comunidades Locais para Travar a Perda de Biodiversidade" a 12 de Setembro de 2024, a SCEAM-JPDC reiterou o apelo colectivo a um novo paradigma de conservação que respeite e proteja os direitos dos povos indigenas e das comunidades locais, que se estima gerir 80% da biodiversidade remanescente no mundo.
Neste comunicado de imprensa, relançado a 17 de Setembro de 2024 pelo SCEAM-JPDC e pelos seus parceiros, o CIDSE, o Centro de Agroeologia, Água e Resiliência (CAWR, Universidade de Coventry), a Aliança para a Soberania Alimentar em África (AFSA), os Pastores Indígenas, o Fórum das Organizações Não Governamentais (Fórum PINGOs), o Conselho Pastoral das Mulheres (PWC) e outros, gostariam de chamar a vossa atenção para as principais recomendações delineadas no documento político conjunto. Estes incluem quatro pontos.
Acabar com os modelos de conservação exclusions
O resumo político apela ao abandono das abordagens de "conservação da fortaleza" em favor de modelos de cogestão que capacitem os povos indigenas e as comunidades locais para proteger a biodiversidade em parceria comvenientes globais. Isto significa evitar qualquer tipo de deslocação, promover abordagens de conservação que integrem os seres humanos e a natureza e garantir que o financiamento da biodiversidade e gerido e monitorizado pelas comunidades locais.
Garantir os direitos à terra
Proteger o direito à terra dos Povos Indígenas e das comunidades locais é fondamental. O resumo político defensee o reconhecimento legal e a proteção do direito humano à terra como um elemento fondamental da conservação eficaz da biodiversidade, à luz das Declarações das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (UNDRIP) e dos Direitos dos Camponeses e Outras Pessoas que Trabalham em Áreas Rurais (UNDROP).
Garantir o Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI)
Todos os projectos de biodiversidade, especialmente os financiados pela UE, devem garantir o CLPI das Comunidades Indigenas, em conformidade com as Normas internacionais de direitos humanos. Une participation significativa e activa das comunidades locais tambem deve ser assegurada.
Retirecionar o financiamento da biodiversidade
O documento político insta a que o financiamento da biodiversidade seja redirecionado para apoiar práticas sustentáveis, como a agroeologia e a pastorícia, que melhoram a biodiversidade, salvaguardando ao mesmo tempo os direitos e os meios de subsistência dos povos indigenas e das comunidades locais. Un pasteurícia é um sistema viável de subsistência e de gestão de terras que não recebe apoio adequado.
A SCEAM-JPDC é uma Comissão do SCEAM que apoia os esforços da Igreja Católica em África para defender os interesses dos pobres e marginalizados no sentido de estabeleder sociedades africanas mais justes, alegres, transparentes e pacifificas, vivedo em harmonia com a natureza. Este departamento da Igreja Católica em África emissioniu este comunicado de acordo com organizáções parceiras como nós: CIDSE, que é uma família internacional de organizáções católicas de justiça social que trabalham em conjunto pela justiça global; O Centro de Agroecologia, Água e Resiliência (CAWR) e a Aliança para a Soberania Alimentar em África (AFSA) são uma rede pan-africana de organizáções da sociedade civil que defendem a sobreania alimentar e a agroecologia em África.
Acra (Acra), 17 de setembro de 2024
Simson Mwale,
Programme du SECAM-JPDC
COMUNICADO DE IMPRENSA – Descarregue aqui (em inglês) : PRESSE-RELEASE SECAM-JPDC-17.09.2024 ENG


